Blog da Liz de Sá Cavalcante

Repouso

Repouso no teu pensar. O que contrai a alma mata a alma mais que a morte. É o nascer de uma rosa. Rosas despertam antes da morte. A coragem da morte é Deus.

O possível no impossível

É humano ser triste. É mais humano ser feliz. Meu mar, meu sol, minha alegria que desfolha o céu e aumenta o viver.

Quem tem a sorte de um adeus?

Quem tem a sorte de um adeus? Eu não tive, estou viva, feliz como se existisse sol à noite. Minhas mãos de estrelas não captam o céu. Eu o percebo pela falta que me faz. Por me tornar só triste. Sem precisar, imagino o céu nas entranhas dos meus sonhos. Nem meus sonhos me tiram de mim, da minha realidade de alegria. Destino é alegria. Os olhos floreiam o nada. Nada acontece sem o céu. O nada, espírito de um céu que se vê em mim, abandonado como eu. O possível no impossível.

A vida do céu

O céu da vida é o que abençoa a única estrela infinita. O que sente o céu é inadmissível, mas a vida do céu é onde posso morrer.

Iluminar

O sol ilumina meu amor e eu ilumino Deus com minhas poesias. Nada é além de Deus. Deus é responsável pelo que amo. Amo, não disfarço. Está escrito em mim como amo. O que falta de poesia recupera meu amor em ser, em poesia ou em Deus. O que Deus sonha é insonhável em nós. O que faz do ser e não ser a mesma coisa é o nada.

Libertação

A voz é um sonho e escapa do sonho no vazio, na libertação do ser para não ser numa autoestima que flagela a alma e tem ainda que me fazer feliz.

Bondade

A ruindade pode se tornar boa. A bondade é Deus em pessoa para mim. O céu se alastra em mim. O céu não tem culpa de mim, da minha dor. Dor é uma maneira de ver a vida. É tocante morrer vivendo. O irrespirável é a minha dor, tentando sair de mim. Eu sou a dor personificada. Deus é o único instante em que posso ser vazia.

Solidão viva

A solidão é mais viva do que o amanhecer. Vivo o que o amanhecer não pode ser. Sou por ele. Sou o que o amanhece fizer de mim. Por isso, a solidão está viva.

Me conectar com a vida

Como demonstrar ao nada que ele não me diminui? Como me restar no nada de me fazer amar? O que é eternamente não vai além do nada, vai além de mim. Parar de sentir eternidade que escoa. Ficando o mar da solidão a desaguar no sol do céu. E, assim, desmaia a solidão como imensidão do sentir onde o dia descansa na tempestade do céu.

Recurso para conseguir

Respeitar a vida no não morrer é esquecer a vida, me conectar com a vida.