O tempo sobrevive ao seu adeus, ao antes e depois dele. O adeus sabe se dar sem lágrimas, mas com uma dor profunda, um dilaceramento do espírito que desafoga a alma, faz viver inutilmente. A alma se apega a mim para ser só. É como fazer das tripas coração, das entranhas, morte das vísceras. Vida, mas vida esquecida, vida de palavras, solidão, única vida. Chamo o Sol, que não vem. É como se fosse inverno e eu esquecesse todo o calor humano, esquecida com o inverno, até que a morte nos separe.
Nada separa |
