Inovar o imaginário na poesia, no sonho do adeus. Expelir a alma no céu, que é de alma. O amor é o tumor da alma. A cura de morrer destrói a inocência com flores. Tudo posso ver, onde não estou. Sei de mim sem alma. Conduzir a consciência numa ausência feliz, na grandiosidade de esquecer, aproveitando o esquecer como uma oração. Há fé até em esquecer de mim. Minha vida é o meu esquecer por lembrar em poesia. Poesia é o esquecer das palavras, voz do amor. Vivo para dar amor. Vivo para os outros. Isso é minha poesia, dedicação que é além do amor que sinto. O que sei fazer é amar, onde até a minha morte não será à toa, nem será esquecida no amor.