O ser completa a morte. A morte é a intuição para virar saber no ser. A intuição é o saber do amor, é ser, no outro, o que sou em mim. Amor é paciência de viver. Abraços se falam mesmo sem se ver. O incomunicável fala no amor, no abraço. Tristeza é sonhar num abraço. Nada é melhor que um abraço, é sair de mim, ser um pouco o outro. Reviver o amor até no nunca vivido, no que não existe. Sonhar é vida, não atrapalha o abraço, torna-o melhor. Quero tudo que o amor puder me dar. Amar é não sofrer por lembrar de mim e fazer de mim um pouco vocês, para eu sorrir. Sorrir é como alma, como ter alguém. Tenho muitos que me amam. É tanto. Ver é amor. Estar viva é amor. Falar “te amo” é o suspiro, o respirar do amor. Amar é ter mais amor e menos corpo. É nunca idealizar pois o amor é perfeito por ser amor, encantamento. Grata a todos, a Deus, à vida, à poesia. Reconhecimento é morrer. O amor é uma rosa que não morre. O amor é não necessitar do espelho. É ver, amar além de mim, onde abismos criam vida. Morte se torna vida no amor. Apenas o amor salva e me arrebenta de amor, me arrebata, me conclui. Ler a alma é não amar. Precisa ser uma surpresa sempre. Cada presença é como uma nova vida em mim. Outra oportunidade de amar, viver. Sinto na pele a pele de todos mais amando do que na lembrança. Continuem em mim. Escrever é dar amor às palavras, à vida, ao Sol, à lua, ao arder, às recordações. O amor é a aparência da consciência. Não há um instante sem amor. Amar refaz a pele dentro do ser. Amor é pele que sustenta o corpo. O amor é carente de mim e eu dele. É mais infinito que o mar balançando a alma de mar, amor, maresia.