Estou escorrendo na vida, mas não sei o que é a vida. Perdas são superiores a mim. Perdas são a influência da vida em mim. Tragar o nada, deixa-lo no nada para não esmorecer de tanta alegria e amor. Sentir é uma alegria que me desata, me embriaga, entontece. É fascinação. A alegria é o momento que me desarmo. Respirar já é uma alegria enorme. Pedaço da alma: não precisa ser da alma. A necessidade de ser feliz é saber o que sinto até dentro do sangue da falta. Hemorragia mental? Não, apenas me descobrir para enfeitar o nada do meu amor. O que não pode ser quebrado não existe aos pedaços. Pedaços, adeus do sempre sem partir. Os pedaços. Pedaços são vidas eternas, são o ver da vida. O império do sol é o nascer de Deus no absoluto de mim. Morrer é relativo.
Lamúria da solidão |
