São como as pétalas de rosas. Pensar na vida é pensar em mim. Dialogo em sonhos com quem me ama. Sentir ou não sentir é uma pele dentro de outra pele. O ser noutro ser. Permanência do silêncio que para a pele, uma eternidade. A espera é a decepção da vida, me faz viver. Sei que não sinto meu corpo pela insensibilidade da do que torna a espera uma eternidade da dor. Se a dor da alma morrer, nada mais é feliz. É por não haver alegria que sou feliz. O humano faz falta à vida. Sempre falta vida para quem tem vida, dando aos sonhos do nada, sonhos tranquilo. Como se meus sonhos fossem o teu céu. A firmeza se um sonho é o desespero da morte. A imortal certeza é Deus. A mortalidade é a incerteza de Deus. Ando só, mesmo voando na liberdade das palavras. Meus sonhos são escrever como um gato a se afagar. Nada antecipa a poesia, ela é o inesperado. Tirar a poesia da poesia sem rastro de consciência é impossível. A poesia é a única consciência. O ser faz falta a si mesmo, mesmo a falta do outro é o outro. Tenho lembranças inesquecíveis de mim, outras são apenas mágoas. O ser dorme numa consciência da presença para suportar acordar nos dedos da poesia, querendo captar sua intensidade num único instante, e capto. Não precisa ter Sol se os dedos da poesia me acordam eternamente, internamente para a vida.