Há uma alma secreta em mim, que formiga na minha alma como uma maneira de cooperar com esse saber que influencia a alma no que ela me diz. A alma secreta não se guarda no silêncio e no falar. Eu a jogo no vento sem ventania, longe da distância. Nada é, tudo se supõe como merecimento da alma. Cuidar como o sol cuida do tempo. O silêncio é o que maltratamos em vida. Não há silêncio de alma, prefiro surtar do que o silêncio. Sofro pela minha alma. A diferença entre a alma e o sofrer. O sofrer tem a vida. A alma tem a morte. Não falar do silêncio devastador, das lembranças que são piores do que ter corpo. E se a lembrança for um corpo dentro do meu corpo. O corpo de Deus? O corpo de uma lembrança? Um corpo de silêncio? Um corpo que é só. Pensa ser um corpo duplo. Será apenas solidão? Martírio? Ou será um apelo de amar? Nada tem um porém. A serenidade é o real na fraqueza da torre do desespero, que torna o mar inexplicável como ondas do tempo. Eu favoreço a justiça da alma. Que se possa ter sol no sempre, segurança que desnorteia a angústia. Tomar a angústia do que a angústia é violência. Parte de mim esfola, grita dentro da saudade de mim. Assim, venci o fim com o fim. Eu queria apenas amor e alcancei o céu da alegria. A irregularidade da alegria. A alma para que um ponto seja um ponto. Uma vírgula é uma vírgula. As palavras são palavras. Fica bem e me deixe amar. Ser feliz foi melhor assim. Sempre seremos dois mundos separados para ainda existir respeito e assim vivemos num silêncio que não é de morte é de paz, de nos reconciliarmos com a vida. Até as flores ficaram quietas para ver, amar a paz, a separação de corpo e alma nos uniu em viver vidas diferentes separadas por um destino maior: a vida que me espera infinitamente numa paz onde agradeço por tudo que sofri. Por isso sou feliz hoje, ou talvez sempre sou feliz, mas antes não sabia.