Soluçar o nada, preencher o nada. Quem vive em mim sempre ama. Afastar a alma, unindo-a à outra alma é a limitação humana. A idade não é o fim. Fim é existir dentro de mim. Amor é o tempo que me dou no meu viver. Tempo não se expõe, fica tão bem guardado que não encontro. Nada existe, por isso amo o significado. É a renúncia do não existir. Estou unida no meu amor. Será me amar, uma despedida? O que pode amar o desespero? De onde vem o real? De dentro de mim. Nada é real, mas, dentro de mim é. No nada posso chorar por ter nascido, por amar demais. A insuficiência da vida é falta de ser só. Amoleço sem chorar, amar sem ver o céu. É o sofrer sempre. Não depende de lágrimas. Sem nem pensar, amo, amo. Abandono o meu nascer por um pouco de amor. Vida, um pouco de mim fica contigo, meu amor. Darei um jeito de me amar, ir até você. A lembrança de mim é um abismo. Se eu pensar na minha dor, enlouqueço. Vivo de mim. É como ter abismo vindo do céu da aflição. Vida, não é nem sensação, é me perder no não sentir da dor. Quero terminar meu ser noutro ser. Quero que o interminável seja meu soluçar se eu não puder falar. Falar é construir amor, vencer lutas. Convivo até morrendo. A morte não me separa da minha realidade, da minha vida. As poesias são mais minhas ainda se eu morrer. Enfim eu.