Nada de palavras, de conversas, consolo, companhia, apenas teu desaparecer sem mim, sem querer saber se estou bem, o quanto te amo. Eu nasci para amar. Isso nada importa. Estou mais abandonada do que o sol no céu. Eu não sinto mais nada, apenas esse pertencimento de precisar esquecer, me manter viva, mesmo que seja apenas em mim. Eu vivo do que não tenho: amor. Amo só. Eu quero vida, não separação. Nada pode me deixar sem mim. Amo só, como as flores, como o céu. Meu coração conversa com a solidão por ser só. Nunca se preocupam com minha dor. Já é normal eu sofrer e eu queria apenas amar. Não tenho esse direito de ser amada. Sonho com o amore, dia a dia, vou me acabando. Sorrir para quem? Para o nada? Não tenho para quem sorrir. Não sorrio nem para mim. Apenas desânimo. Nada é como antes. Não me sinto. Sentia-me no amor. Tudo perdeu o significado. Meus olhos já nada veem. Cansaço é dor. Nada substitui a dor, os abraços que sonhei. Morrerei sem ele e aquela vontade de amar, sufocada pela vida. Tento dizer, para mim, apenas amo. Eu apenas queria ser das estrelas como sou da dor. Preciso nascer, sentir que nasci para depois viver. Você não sabe como me sinto. Estamos separados como o respirar do sol. Não queria me ver sem ti, amor. Agora magoada. Quero apenas sofrer como o mar se deixa na minha dor. Não aguento mais sofrer, quero apenas viver. O que não vem nunca esteve, que não perca mais do que já me perdeu. Você é minha tristeza eterna, amor. E eu, a esperar, e não há ninguém. Há eu e a minha dor. Não posso obrigar alguém a me amar, mas vou sempre esperar. Como amar? O que quis é união. Nada separa o meu amor por mim, nem, poesia é mais sonho, é sobreviver. É apenas esquecer-me nua na poesia. Não me entrego mais a nada. Confio na dor. Que a falta, perda, abandono possam ter significado no nunca despertar. Não nasci para isso, quero um pouco de amor que seja. Não é que eu não exista. Sou sempre destruída, me refaço. Não tenho mais forças para me refazer. Não vou dizer, nada te convence do meu amor. Estou como um sentimento de fracasso. Sempre sou só, como a saudade e o amor. Vivo o que perdi, reparando em cada pedaço de amor. Nunca será meu. Não penso, sofro. Não sei não amar.