Blog da Liz de Sá Cavalcante

O que resta

O espírito é uma fadiga, um modo de ser, uma maneira de estar sem estar. Não consigo perder o que sou, é demais para mim, é como se eu sendo, a vida continuasse. Tudo é eterno em mim. Até eu querer ser uma estrela que já sentia em mim. O amor é recém-nascido, como flores que se quebram em cristais de saudade. Entre estilhaços, convivência de flores de poesia. Poesia é andar com as próprias pernas, com meu próprio ser. Ser é o que resta da flor.