Não me ver é minha sensibilidade. A vida não ama, nem vive a sensibilidade. Ama até exausta, dormir no amor. O que voltou a ser eu? O amor. Não fico com os excrementos da alma. A alma é sempre uma coisa. Vivo nos teus olhos. Morte é apavorante, esclarecedor. Há sempre uma reserva de amor. Amor substitui o real da dor. A morte, filha da dor. Os ventos desabam urrando de dor. A alma caiu do céu e veio até mim dentro de mim, onde já existe uma alma dentro de mim. O prestígio da alma é morrer. Viver isenta de mim, ser apenas amor na irresolução. Não sei o fim do fim, mas sei o fim da morte na chuva de flores a me empalidecer de céu.
Sensibilidade |
