A vida é improvável, é normal conviver com a morte. Tenho um compromisso de poesias. Amor pela morte, pela poesia. É polêmica. Viver o amor. Ninguém deve se calar no amor. O amor continuará, eu não. O corpo sufoca o corpo no respirar. Realizo-me em sonhos que nunca irei viver. Elevar-me à morte para não procurar por mim. Encontrando-me ou não, não adianta lutar em mim na dor. Se não há luta, qual a diferença entre mim e eu? Minha vida e minha morte sem oscilações. Oscilação pode ser intuição de morrer. Afasto-me da morte. Ela me puxa. Estremeço de alma. Pedaços dos outros grudam na minha pele. Para lhes dar vida, semeio amor. Não consigo separar a vida do que sinto de mim. Tento me amar sempre. Às vezes, é difícil, falta força, mas Deus me eleva onde não há força. Mas há o amor de Deus e desarmada digo sim, amo, vivo!
