A pele vai se destruindo em mim como os poros da vida. Tenho cheiro de morte, como se eu fosse a aparência de alguém sem fim, no domínio da solidão. As ruínas são o tempo a durar, mudando o ser. Vida e morte são pedaços que não se encaixam no corpo, nem na alma. Sou do que se compõe o nada. Escrever sem nada em mim é a alma se desfazendo no nascer da vida, onde não há paz. A única segurança é de quem morre.
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