Blog da Liz de Sá Cavalcante

Eternidade de esquecer

Para lidar com a vida, tenho que ter morte em mim. Este é meu descanso para tanta decepção. Morri, não aceito a vida, a insensibilidade das pessoas. Prefiro a sensibilidade da morte.

Imortal

O fim do pensar é imortal da vida. Nada espero. Na morte, espero tudo.

Tridimensional

O coração esmagado vale mais que viver. Apenas quem é especial consegue sentir. É raro o amor. Tão raro como o mar, mar de todos os amores, vidas, onde os anos são apenas pele. A sensação de não ser vazia, meu coração esmagado tem um valor inestimável. Ainda consigo viver em ser só.

Esforço

O esforço para respirar bloqueia a alma, a faz se desesperar, como se se igualasse à morte.

Não tenho culpa de ser triste

Não tenho culpa de ser triste

1º/10/2026

A minha rejeição a lembranças vem de não me escutarem. Escutam sem querer escutar. Meu interior é morte, incompreensão, intolerância. Eu querendo amar me matam, mas primeiro matam o meu interior de desamor.

O fim

Sofro e nunca vi o sofrer como fim. O fim, espírito que não chega ao céu, nem chega a Deus. Deus não precisa nem ser Deus. Deus é sempre Deus. Escrevendo, apago a vida com a mor, com palavras de dor.

O pior de sofrer

O pior de sofrer é ser esquecida em morrer. Meu amor, sofrer foi em vão. Ficar é pior que morrer. É não lembrar de mim por causa dos outros. Nunca houve o que lembrar, apenas sofrer.

Despertar

Despertar para morrer é tão inocente quanto um raio de sol.

Sorver

É errado não amar, não sorver o encanto da poesia. Me tritura não ser amada. Amor são os restos que não acabam na minha pele, que faz de mim o que fui.

Verdade

O interior é verdade eterna na alma. Reconheço essa verdade numa morte dividida entre o mundo e a escassez do céu. Verdade é amor. Nada se prende à vida.