Saudade é sempre viver tudo de novo, é amor, é a demora de viver. O percebido não se percebe, esvazia no amor. A percepção dos objetos é uma sombra em mim. O eu percebido é falta dos objetos que me tornam despercebida. Meu corpo é um objeto ou é um corpo? Os cadernos não têm fim em mim, mas parece ser o mesmo caderno, o mesmo amor não é. Nada se ilude no amor. É confuso amar. O fim tem a mesma vida que eu. Flores afastam a terra. O sentir pensa como uma forma de ser o que sente. É difícil unir ser e sentir. A desarmonia não é o ser, é o que se perde em vida. O olhar é a primeira vez que o efêmero se torna real e dura tanto que penso não ver. Ver é a paz da paz. A demora não é efêmera. O tremor da alma é o tempo. Tudo se vai sem o tempo. Tempo do tempo é o eu que morre em mim. Entre muitas coisas, apenas sinto. Nem os sonhos sonham como eu.
