Retribuir a vida e a morte me tornam eu. A dor interior é meu corpo. Sair de si para morrer é meu corpo a me chamar. Sai de mim num torpor. Alma gêmea, eu e a minha morte, a castigar o nada da morte. Estou viva no meu tempo. Nada da alma se divide e eu dividi minha alma onde existe apenas eu. O nascer é uma forma de esperar pela vida. Minha alma aparece no espelho. Me alivia. Retribuo a Deus seu amor, sendo consciência do amor de Deus. O não voltar não tem retorno ao nada. Busco palavras onde existe apenas eu. O inerte amor é o que mais sente, absorto na morte. Dividir a morte com o túmulo, reviver a inexistência de um único minuto perdido. A inexistência me abandona em poesias. O nascer do abandono não diz adeus à alma. Ver o fim como vida é respirar Deus.
