Saudade mata. Me empurrei em rosas, pensando ser abismo. Morri pela vontade de ser eu. Sendo, não posso ser pela vontade de ser? O que significa ser? Abismos em pontes? Respirar em flores? Renunciar com alegria a vida que não é de ninguém? Basta isso para ser feliz? E o que eu construí sem a vida? Basta para ser feliz? E se for isto a vida? A fissura é um deixar de ser que conforta. A inutilidade é um pensar. Escondo a dor da dor. O infinito é uma angústia que tem fim no infinito. O espírito é o expressar da vida no vazio de ser. Ser para ser. O nada é um ser perfeito. A magnitude de morrer no desaparecer para aparecer. O que sou apenas em mim como um alfinete que cai por falar do invisível. O que não se sonha torna-se tão invisível que é somente ver pelos olhos do real. Mas não sei para que o real. O real é cego no seu ver. O não ver transborda de amor, é o céu. A morte é o ver no calvário, na decepção, no adeus eterno do meu amor a continuar amando.
