Blog da Liz de Sá Cavalcante

Sublime

Reviver em flores o que não são flores. Eu persegui meus sonhos. Alguns eram impossíveis. Sonhar, viver de vez em quando é como mudar minha vida. Incorporar o de vez em quando é sempre. Negar a vida é amá-la ainda mais nas condições de Deus. O olhar justifica o ver? Ainda? Há o ver? Ver aparência do nada. Ver é sentir. Sentir chegou ao fim, mas amo até o fim de tudo. Sou feliz, sou pouso, direção, alma e o que tiver para ser. Nada penetra na alegria. Eu sei de mim quando posso amar. Flores de sol, luas de sorrir, alma da luz. Fazem da solidão um abraço, alma de vento, de semântica das palavras solitárias. Nada significa para mim, são poesias. Palavras se escolhem em ser. Sonhos de cristal, mar de brisa, acalento da alma, acalento no sofrer eterno. A alma do fim é reconciliar vida e morte. O fim é o seguir. O nada falta da escuridão. Abre-se em flores de vida. Sem as flores para cobrir a morte na sua dor. Espero que leve de mim o melhor de mim numa única poesia.