Sou impotente no amor. Pensar em mim é raro. Surgir para mim não espera por mim. Nem eu esperava que surgir sou eu. Invento olhares de sonhos, amor. Desperdicei o sofrer, o amor. Ficou apenas a saudade. O que há de mais saudade: o sagrado. Viver no amor é alegria. O real se redime em sonhos. Agora meus olhos se contentam com o que não existe e eu me contemplo plena de poesia.
