Não paro nunca, nunca vou parar, nem morrendo. Morrer é ação eterna, brilho nos meus olhos. Brilham sem medo do involúvel da morte. O tempo é um olhar. Viver sem o tempo no último olhar. É vitória o tempo, como universo particular. Em nenhum amanhecer, há universo. São palavras e há a neutralidade do sentir. Tudo que toco torna-se vida. Tocar é ter o que sentir ser tocado. É morrer de alma. Humilhar a fala do amor para quê? Escrever é denunciar minha morte no ar puro da mente. A morte é o inexorável do céu. Nem o céu é perfeito. O céu representa minha morte na morte do alheamento. Me alimento de uma solidão tão antiga quanto falar. Preciso para não ser só? A paralisia da fala, a atenção, o desespero cessa a dor na dor. Se a dor continuar, algo continua por mim.
