Blog da Liz de Sá Cavalcante

A existência do fim

Descer até a alma num ser que vai ser eu um dia. Viver da falta de amor é crescer de amor. Elevar o vazio vagando em estrelas é nunca estar só é confiar num mundo melhor, onde todos são felizes. Sem rumo, chego depressa em mim. A luz sobre a luz é inconsciência. Inconsciência é amor porque o vivo em mim, não vive em ti, vida. Seremos diferentes? Vidas opostas no mesmo amor? Desestabilizar a alma que não sofre é espírito. Sonhar sem distância é não sonhar, mas não há distância entre o sonho e o real. Me contenho em mortes que duram por sonhar nelas, as coisas que farei apenas ao morrer. Descobrir a minha inexistência como alma infinita. Tenho experiência em morrer, é quando a pele ama por mim. Meus dedos mexem. A vida a coloca no amor sem mãos. O confinamento da pele em mim são minhas mãos. Sorrio em mãos sonolentas. Me ver na pele ou em mim? As mãos acordam poesias. O desconhecer é amar no divino.