Blog da Liz de Sá Cavalcante

Adiante

Ver acolhe no espírito da alma com a suavidade do respirar. Continua na poesia, nas flores, no meu amor, na ausência, no fim. Fim seduz. Pensar me faz amar. Acreditar no meu olhar é respirar as flores da alma. A morte é permanência de Deus. O fim é o conseguir que nunca desaparece, não morre, aparece como uma porta sempre aberta para dormir como a rosa dos sonhos e me abrir em flor. Desvendar a rosa é poesia que tem, em Deus, a confiança eterna, que termina a poesia em Deus, na sutileza de perfumar a flor, esquecer a dor, ir sempre adiante, nunca me esquecer, desistir. Retribuir ao espírito com minha luz própria. O que tem demais em amar? Amo. Isso é tudo.