A sensibilidade é o morrer da alma. Querer ser sensível não é ser sensível. Tudo inunda mesmo sem sensibilidade. Sensibilidade é morrer de alma na velocidade do meu amor. Sonho e possuo também a sensibilidade do meu sonho na minha pele, que é tua vida. Tudo para mim é sensível, até a morte. A insegurança, o cansaço, o esquecer tem a sensibilidade de Deus. Toda sensibilidade é divina, como uma poesia sem fim. Cansei, não de amar quem me ama. Lembrar parece Deus. Deus são minhas lembranças, minha eternidade de amar pela minha única espontaneidade. Ser sensível, amar demais, viver demais é assustador. Amar em total sensibilidade é como morrer. Essa sensibilidade é o que tenho a oferecer com palavras de alma. Me empresta tua vida? Eu sou amor. Nunca deixo de sentir, quero sentir até minha morte. Todo sentir é feliz, é conversar com o céu, com o amanhecer. Abraço essa sensibilidade como se fosse o último amanhecer. Não preciso de uma sombra, meu ser é tudo por ter sensibilidade. A pele chora, mamando meu amor, e tudo se torna especial em mim numa pele que resiste ao tempo, ao depois, pela minha sensibilidade. A pele me protege, nós nos amamos na eternidade de nós.
