Primeiro a consciência, depois eu. As minhas faltas vêm antes. Nascer o meu adeus, o meu espírito. A vontade é maior, superior ao ser. O devaneio da fala é respirar. Respiramos unidos no isolamento de nossas almas, onde não precisa ser perfeito. Isolar apenas precisa ser leal. Nem sempre ficar é amor, às vezes é preciso abandonar quem me abandonou. Não tem forças para amar, apenas ser é difícil para todos. Amar é arte. A concretude é o abandono. Vivi nas asas da liberdade. Ela não é livre, não age, nem ama. O espírito é a prisão da liberdade, onde o amanhecer é exclusivo da liberdade. A maior liberdade é deixar faltar as mãos por vontade própria. Escrever com o corpo, com a mudez, com o amor, com a ausência, com a vida, comigo sendo sempre eu, a luz que ilumina nunca anoitece.
