A saudade de ser, conversar é aberta à vida. É a única coisa viva na vida. Não ser um objeto nas suas mãos, vida, é faltar a mim. Quero ser livre. Amor é uma superfície que afunda. Encontrar é morrer. Minhas mãos não cabem na poesia. Poesia é um rastro de luz no respirar sem destino, sem o ser. Cada nascer é um ser entre a ausência e a dor. Nunca vi ausência tão vista como a ausência de morte. Voar em estrelas sem precisar de imensidão. Sonhar é partir as estrelas ao meio para sonhar só, como nuvem que passa. Ver o espelho como a falta de mim é esperança de Deus. Deus é angústia do nada no sol de estrelas. A estrela desmaia em mim. Por isso, às vezes, fico triste, como se não pudesse pertencer ao nada. O que o nada vê em mim? A ternura do amanhecer no teu sorrir quando pensa em algo. Te amo, saudade. Saudade, eu quero tua alegria, o teu amor. Você é essencial à vida, ao amor, à poesia, mas nunca na minha dor. Amo como cai a chuva, como dorme o vento e o sol varrer o amanhecer. Pétalas de lágrimas. Sonhar é não precisar de nada. O nada nasce dos escombros da mente. Tentei esquecer o nada na fome de morrer. Morrer é pertencer à vida.
