Apenas o nada é meu interior, minha calma. O nada sabe quem sou. Eu, viva ou morta, o nada não muda, é impossível. O nada é permanência, é a ausência de falta na vida. Nada é constante sem meu amor. O que sobra não fica para sempre e o que se foi, a alma, fica para sempre. E esse ficar é o morrer. Nadar em céus vazios, suporte da alma. É a emoção que dura. Nada tem a fidelidade de um adeus. Nesse momento sou o adeus do meu adeus. Nada é como poder dizer adeus. E, enfim, sorrio para o vazio. Sei que há um amanhã.
