Plenitude é dividir ausências sem o ser. A ausência de concretude, ser ilusão sem sonhos. A alegria é deixar a ausência se dividir com a vida. Não há justiça sem ausências, abismos. Intuição é morte. É não ter adeus para o sorrir da vida. Tudo é apenas sugerir e deixar o tempo viver. Nada houve entre nós. Não há nada entre mim e eu mesma, a poesia. O inextenso da poesia é o silêncio. Apenas no silêncio cabem todas as poesias da vida. Se consegue silenciar. Bem-vinda a vida. Nenhuma fé pode ser guardada no ser. Fé é aceitar a liberdade da fé como amor, eternidade. Tudo teve fim. A liberdade ainda vive livre.
