Blog da Liz de Sá Cavalcante

Insubstituível

O para si de mim mesma é o não nascer de mim, mas do eu que existe em mim. O nascer são fragmentos do não nascer. Se o nascer de mim na tristeza divina fosse a vida, a vida seria melhor, teria o céu. Ter contato com o real é como entrar numa areia movediça. O céu são as sobras da vida de Deus. O teu amor é o meu? Sem o céu, tudo são estrelas, estrelas do fim. Tudo é seguro nas estrelas, mesmo sem o céu. Teu olhar é o fim do meu olhar. Eu rondei o nada. Sei onde eu sou eu. Me identifico com a alma. Somos uma só. A prontidão é amor. Sorrir devolve-me a mim. O amor é nos excluir. É abandono. É não poder me sacrificar. É me esquecer na solidão de estar viva.