Blog da Liz de Sá Cavalcante

Âmago

Saber que é fim. A medula é a morte, é o âmago, é o nada. A vida é o espelho da alma em brumas no amor. Nada se perde se eu não possuir. O  amanhecer escapa do amor que sinto. A alma é o que se vê na vida: pela segurança de um adeus. Estou feliz, ainda sinto minhas mãos vivas. Escrevo até no céu. Não escrevo no teu adeus, no teu abandono.