No auge da fala, o silêncio destaca a pureza irreal na natureza. A sombra das lágrimas é a vida enlouquecendo. Esta é a vergonha da morte. Seu ar fresco como cristal na transparência da morte, no adeus de sempre. O adeus de sempre me resseca de alma. Dar adeus ao nada ressuscita o invisível nos fantasmas da mente. Assim ele não pode partir. É o mesmo adeus, o mesmo ser, o mesmo nada. Atravesso o nada como poeira. Situar o ver na vida é florescer o vazio. Tenho a alma no amor, no tédio. Ver é falar. Parar o tempo com uma flor, sem o controle de Deus. A visão da alma é o mistério em náuseas de ver. Sonho tanto para ferir a alma na preocupação de derrotar algo que nunca vai deixar de existir em mim. Resistir a dor é desaguar num céu imperfeito de mortes, de martírio, no auge do nada.
