Blog da Liz de Sá Cavalcante

Existo

O som da alma, no nada existir, descreve a inexistência na surdez do som da alma no córrego do amor. Sentir é me atravessar, é correr no fundo do abismo de mim. É encontrar minhas pernas no abismo. Ando, corro, mas não fico de pé. O ser humano cria como se fosse Deus. Criar é renunciar a aparecer e aparecer apenas no amor. A subjetividade é o lar da alma do mar, de ter a beleza da vida sem ver. É por compreender que nada é mais concreto que Deus, que nada existe para mim. Eu existo.