Blog da Liz de Sá Cavalcante

Descontínuo

Em mim, o infinito é o descontínuo de mim. É a primeira vez que o meu olhar veio até mim. Foi como ver a eternidade. Eternidade de névoa visível, nítida. Não troco meu corpo pela vida. Meu corpo é minha vida entre mentes aladas. O chão. Tire-me os pés e fico com meus sonhos livres de andar em sonhos. Sonhar é uma ternura que é eterna. Não se precisa do real, de impiedade, mortes, ódios. O sonho salva a vida. O amor, a vida e faz o pensar. Pensar se a vida devia ser sonho.