Blog da Liz de Sá Cavalcante

O desmaiar do amor

O fim cessa a decepção. Os fins são o amor. Perdida por pensar só. O Olhar escapa da morte, na moleza de uma vontade de chorar aos poucos no vento. Tenta ver minha alma como ver as estrelas. Estrelas são lampejos. Quero muito que as estrelas venham aderir ao meu olhar, órbita do amor. Quem se cega de amor vê o nada e, assim, capta a essência da vida. Carregando todas as almas em mim. Se a verdade for a morte, estou lascada, perdida como o mar. Nunca canso de morrer. Fim de um desmaio na falta de um adeus. Adeus é por onde sempre ando, com os pés descalços, leves como o vento. O suspiro da lua como sono. Sonos espantam, ausências rolam no corpo. Se desdobram em um nó entre o olhar e a ausência. A ausência prevalece, mantém a vida, não me contém na morte, abismos de céus espelhados na escuridão. Tira-me o vento para eu morrer. Morrer sem vento é pior que morrer. Ser devorada por meu sentir. Não quero incomodar o céu com a minha morte, cinzas de mim a me esconder. Isto é desmaiar de amor no céu que me esconde em seus sonhos.