Blog da Liz de Sá Cavalcante

Aperto da alma

A lua ousa ir até a alma. Falo com o vento, com a existência, com a vida dos meus olhos. Nenhuma diferença entre a vida e a morte, espectros de respirar, morte saudável, como fogo e vento, como o não profundo do respirar que se perde no inanimado. Sorrir é morrer de solidão. Um dia palavra será lua correndo contra o vento, diamante de saudade. Não sei o que esperar do amor. Sei que dizer que amo me salva e absolve a morte da tristeza da minha alma. Queria sentir o aperto do coração com um sorriso. E, enfim, a normalidade de sofrer como amo. Dentro do meu corpo, existe um ser feito para mim: eu mesma. Como uma montanha a desmoronar de sol. O sol do amor.