Ir mais longe que o infinito sem resiliência no amor. O amor é sempre o ver antes do ser. É o nascer da latência de Deus, da vida, da poesia. Roer-me. E, de tanto me roer, lembro meu nome. O identificar sem nome protege. Protege a personalidade, destrói tanto o amor que ele vive pelo destruir. Não me conformo de ter palavras sem as dar como sacrifício da alma. Não sei o que é futuro neste sempre de agora. Não quero privilégio, quero morrer como um anjo abençoando. O contrário de morrer é saudade, é respirar vida. O que não há mais em mim. Existe como existência fora de mim, dentro de mim. O que importa é que eu estou bem: não me arrependo de amar. Ter a mim não é amor. Amor é renunciar a mim pelo outro. Nada tem fim no fim.
