A angústia é o ser mais perfeito que já existiu. A angústia tem alma, o ser não. Entre a alma e a palavra, o silêncio de morrer dança na fala como se eu tivesse morrido. Tudo parece dançar à minha morte, com a minha presença. O fim é uma presença que ninguém pode tirar de mim. A arte da angústia é o céu. Nunca pensei amar tanto como na minha morte, sem adeus. A morte é a única coisa natural no ser. A diferença entre uma alma e outra é o seu respirar. Não há necessidade sem morte. Não há adeus sem a alma. O que não tem fim existe? O que sempre senti pelo fim tem que se concretizar nos meus sonhos. Sonho com um abraço do fim e será recomeçar fora de mim.
