Quando meu olhar encontra a poesia, a vida nasce da eternidade. O inencontrável de mim está dentro do meu amor: é o que faz ver o amor. O inencontrável da fala é ter a sensibilidade de uma poesia, é o amor. O amor não espera, ele é inadiável. É alguém querendo nascer mesmo sem amor. Nascer sem amor, sem palavras é morrer da própria força. Escrever distante do olhar é ver no sentir. Parece o fim da alma, é sua permanência. Permanência é apenas ter meu olhar em mim tão próximo, parece eu. Não há nada a pensar no pensamento. Tudo é sentir e sentir é me sentir abstrata. Recuar da vida para o infinito dos meus olhos que dão vida à paisagem e escrevem-me em mim. A vida é um mistério. Florestas de mim a competir com a vida. Não é ilusão, é ser o que eu sou, com sonhos ou sem sonhos. Eu sou o descobrir da eternidade.
