Blog da Liz de Sá Cavalcante

Anjos da mente

A lucidez em branco. Quero apenas ver o céu: isto é o céu. Céu, desespero das águas sem meu sol. No fundo, alma nada significa seu durar no seu pertencer. O amor à vida cessa a sensibilidade, é contra o amor, a vida ou se ama, se vive ou sou sensível. O céu se esconde em Deus. Coragem é ir por cima do céu e encará-lo como mortes. Enfrentar o céu é ter o céu no olhar. Entre ver e o céu, fico com o céu. O céu não fica comigo. As cortinas do céu é o ver. Chorar me sente. Anjos na mente são o renascer da minha eternidade. Eternidade minha tem valor? O que há em sofrer? Nada! O dia me atordoa. Luz é o ombro que desconsola. Almas são sempre faltas de voz, de compreensão de companhia. Eu amo o depois, o que não vou viver e o que se chama tempo. É uma rocha jogada no vento. Meu tempo é escrever. Nada na alma, tudo no coração. Tantos sonhos a me preocupar, tanta alma para dissolver, tanta chuva a cair. Resolva-se alma. O tempo interior cessa rápido como a luz. Fico só.