Blog da Liz de Sá Cavalcante

Adiante

Nada aparece, reapareço por um olhar interior. Sou o próprio aparecer. Entre o aparecer e o morrer. Fico sendo eu, não sei se apareço, mas existo. Existo como o que é existir. A música que desafino dentro de mim, mas é perfeita para mim em mim. O imperfeito é a falta dos meus olhos. Faltam-nos coisas que causem vida. O que é da vida e o que é do ser? Nada pertence a nada. Por isso parecem a mesma coisa. O não pertencer é o adiante, é compreender a minha solidão e a das palavras num momento perdido adiante de todos.