Blog da Liz de Sá Cavalcante

Em nome do amor da rosa

O vento é o costume da solidão nas mãos da rosa da aflição que esmaga a angústia por uma rosa. Rosa é ver toda a beleza numa rosa, pois a vida é feia e cruel, e quer deixar sua alma para morrer; sua alma para mim. A vida me deu sua alma ao dizer sinto muito. Ver na minha pele como ama a rosa. Tudo sei da rosa. Sinto-a até mesmo sem vida. Essa rosa deixa-me tanto amor. A rosa não precisa de sol, precisa da minha pele, do meu calor humano. Desabrocho como rosa ao ver a rosa. Queria que meus olhos ficassem ali para sempre. Não posso ir além da rosa. Ela é a minha esperança, beleza interior. Sinto na rosa meu amor. Nela está. Nunca me imaginei amar tanto uma rosa. É como se eu apenas pudesse sonhar pela rosa: ela é mais do que um sonho. É vida. Penso como uma rosa. Me despedaço de amor em nome do amor à rosa. Decidi ser só. A rosa, em vez de ficar triste, me traz delicadeza onde não consigo ficar triste. A rosa é infinita na delicadeza de amar. Troco o mar por uma rosa, poesia eterna da alma. Na minha próxima alma, terei menos medo de amar e abrirei as portas para o vento. Respiro vento. O vento corta a alma. Eu sofri ausência da rosa em silêncio eterno de luto. A normalidade da vida é a náusea do mar. Não me deixa nunca rosa, sopro o mar tão longe, como uma poesia e se acende amor em mim no encalhar das ondas, no tropeçar do amanhecer, expor a alegria divina para a rosa. O fim é mais alegria, é Deus. Como consentir à rosa, que ela morra? O céu precisa de rosas.