Blog da Liz de Sá Cavalcante

Atenção do amor

A morte, potência da vida. É o que faz a vida viver. Não incomodo a minha poesia para morrer. Ela não me deixa morrer, me faz perceber que eu tenho um interior de vida, amor. Me internaria na poesia, feliz a sorrir. É duro a poesia sair de mim. É perder um (a) filho (a). É morrer de dor, sobrevivendo da poesia, que não existe mais. O luto, a poesia é uma atenção à poesia, a tudo que vivenciei sonhar. Por sonhar, apenas me dei a poesia. Desamparada, escrevo-lhe, ela me escreve. Mesmo assim, morremos incomunicáveis, eu e a poesia, de tristeza, de solidão. Juntas, eu e as poesias, fizemos mais do que poesia, fizemos vida onde não existia. E, assim, sinto, amo a poesia por lhe dar vida. E essa inspiração perco com a morte. Ressuscito a poesia com a inspiração de uma pessoa que morre, que está morta, mas vou me inspirar em todas as vidas, nas gentilezas de Deus. Escrevendo morta me sinto viva e sinto o ar da poesia, pairando no meu amor.