Não vejo o ver. Faço o que quero ver, quero amor. Alguns não amam, tem que esperar um consolo da vida. Eu amo tanto, falo direto no amor. Amor é ver. Ver é identidade que dura. Nada sei da duração do amor. Às vezes, não parece durar, nem para viver dele. Não sei viver sem ele. O amor apenas como amor se acaba. Não ser correspondida no amor é Deus me amando. A fragilidade de amar é a força que nada tem. Essa força é Deus assumindo a culpa até do desumano do ser. Reveste-me de pele. Não quero ser apenas ossos. Se aconchega em mim Deus. Também, como tantos, não me faça esperar. Já tenho a frieza da morte na alma.
