Blog da Liz de Sá Cavalcante

Flores da alma

Separar a vida da fala, viva como flores da alma. Durmo na minha fala. Falar é o segundo coração a bater, pulsar, viver. Deixar o deixar também ser. Faltam fragmentos na inteireza da vida. Vida, foi o que o desencontro de amar me fez amar. Aguardar o instante de escrever é nunca escrever. Deixar o olhar ser no amanhecer. O que devia ser escrito. Correntes são vidas platônicas, onde o corpo é o que é. Desdobrar o corpo da sua dor é esquecer e tão bom que esqueço que posso ver a quantidade de mundo num único céu. É incrível. Os mundos unidos são paz do espírito, tão só que divide o céu em tristezas humanas. Nada se pode sem céu. O olhar do céu é o que me faz ver. O olhar do céu é minha ausência. Quase tudo é ausência no último momento. Morri e fui tudo.