Blog da Liz de Sá Cavalcante

Sopro de vida

O fim dos meus olhos é poesia. Olhos sem poesia são apenas generosidade. Minhas mãos são minha falta e presença. Desenterrar o corpo das mãos, o céu do ser. Nada pode faltar a morte. Morrer é concretizar sonhos que podem ser apenas névoa. Tocar escuta minhas mãos no indizível. Mas, no silêncio, não escuta. Tudo é num sopro de vida. Transformar vida em vida, pedra em pedra, impossível. É fácil tornar alma em alma.