Comunicar a morte: existo. A morte aceita me matando. É apenas no nada que existe o ver. A subjetividade da sensibilidade faz alguns duvidarem do sensível. A dúvida para alguns é razão de viver. Tenho dúvidas da morte. É pior ser abandonada em mim do que pelo outro. Ninguém lida bem com a consciência. Minha morte no pensar eterno. Entre o pensar e o ser, prevalece o pensar. A responsabilidade de morrer é minha num infinito sem pensar. Com quem morri, a proximidade de mim não afastou a eternidade. Deu eternidade ao ver, me ver e, assim, torno meus olhos eternos como brisa que escorre. A brisa é mais que eternidade rompante de luz.
