Blog da Liz de Sá Cavalcante

Inacessibilidade

Banho-me no céu. É definitivo, inacessível: a morte. Amo tanto o meu morrer como se fosse eu a última alegria. É poder me rasgar em mim. É consultar o céu para amar. Amar ser o amor. Faltam muitas coisas para amar ou não amar a voz de dentro da voz. O céu noutro céu. Não pensei que a vida fosse assim. A pele do céu em mim. Pele na pele. Deus em Deus. Alma, privação de tudo. Me informe quem sou, não sei onde não deixar a alma, o meu amor. Palavras terão orgulho de mim. Serão meus dias e minhas noites. A poesia está melhor do que a vida. A poesia tem Deus.