Morrer é virtude, é me deixar te amar. Castelos no ar do céu. Partiu meu respirar no adeus eterno. Tantas coisas tive por estar viva e me restaram apenas poesias. Estou ao lado de mim, pele no amor. Sentindo em cada voz a mansidão do amor. Ir até mim, me sentir para sobreviver ao amor. Falar me mantém viva. O que vai além do ar é não viver. Ter o ar como um castigo não me deixa respirar. Sou necessária ao ar que respiro, como um amor infinito. Na dureza da eternidade. O insofrível é o fim da vida e da morte em canções que não se escutam. Onde o além é apenas o despertar do amor, na suavidade do silêncio da minha pele como uma melodia de vida.
