Blog da Liz de Sá Cavalcante

Sensibilidade

Nascer é falso. Não vem de dentro, é a ausência me queimando por dentro. É o desnascer como nascer. Sombra é o vento, é o que é o real da tristeza. É de mim que vem a vida, sem sombra, apenas saudade. Desmembrar a morte sem separar o ser do ser. Fica mesmo que isso seja apenas um pedaço seu. O invólucro é a vida. Engano a sensibilidade com a dor. Nada tem um rumo certo. O ontem é o amanhã eterno. Parece que foi ontem que conheci a vida. Conhecer a vida é estar do lado do amor. O silêncio é o invisível sem vida, torna o que a vida é, a morte dos mortos. O que morre nasce sem ser só. Nascer de novo é me superar, como gerar uma poesia que partiu para haver muitas poesias. São de todos, ainda são minhas. Viver é, aos poucos, ganhar vida, nascer. Fim da vida.