Blog da Liz de Sá Cavalcante

Repleta no amor

Meus olhos se moverem para morrer é o amor pelo olhar. O exterior não se mexe. Acomodei meu ser na vida. Me debruço, prostrando-me em palavras, sonhos e tristezas em mim. Não sei com que amor me dirigir à vida. A vida é o equilíbrio. O que me deixa sem reconciliação é meu corpo, minha alma, minha vida: queria ser, ao menos, só. Como estar em mim, em ser só. A beleza de ser só é apenas o sofrer: beleza rara. Queria ser como está em mim. Agora o que sempre é, precisa ser poesia. Como ser real para Deus? Na poesia, no silêncio, escondida em mim. A presença de Deus faz falta se eu for real nele. O real pode ser subjetivo. A mente pode ser um pássaro voando as mãos, acabando de nascer da poesia e eu, repleta de amor, sou só.