Blog da Liz de Sá Cavalcante

Espelho

Entre a alma e o espelho, fico velha. Entre a alma e o espelho, visitas do amor, do sol, da vida, da minha própria existência em viver, da minha insistência de vida, que se parece com meu amor. O começo do amor não se esquece nem na emoção, nem no esquecimento. Não tem fim. É pelo fim que a pele entra nos poros e sai da alma. Nada mais penetra na pele, nem pela pele da fala, da escuta. Sempre solidão até o fim do mundo.