Blog da Liz de Sá Cavalcante

Eu fui

Eu fui, mas fico no sofrer. Havia vida em mim. Exausta, me pergunto: Por que eu, vida? Pensa apenas em nascer. Quero, vida, viver. E os meus espasmos de amor? São apenas cócegas em mim. A dor determina o que sou. Ser o que sou. São palavras que nunca escrevi, mas morri por elas, estão em mim. Sem forças para escrever, respirar. Escrevo na falta de mim.