O porvir é o fim da tristeza ou a morte? Nada é mais importante: estar ou ser. Nada é ficar com o nada sem ser flores a se debater sem o sol, sendo a angústia do vento. Na vela, a sombra acesa como um abraço, uma lembrança, jeito doce de viver. Minha sombra no céu é marcar o amor na plenitude da alma: melhor que viver. Alma se escuta nas sombras desertas da surdez com o sentimento do mundo. O fim e a morte é a leveza que o tempo não perdoa. O que fica nas mãos é apenas o que deseja o ser. O indesejável? O amor fica como uma lembrança esquecida, que encontro nos meus olhos. Olhos como irrefletido amor que me ensina a não ver para ter palavras do inconsciente ser de mim. Aprimora o ver na saudade. Busco ver o que nada se pode ver, como um céu no pensar. Ao tocar o céu, espero que algo verdadeiro seja o intocável, como mãos nas mãos. Estremecer o silêncio como sendo a alma do silêncio no imaginário de Deus sem a solidão da vida. O fim e a morte, apenas um fio as separa. Começo no céu e termino no mundo. Não se pode idealizar sonhos, nem a mim. Sou um ser que quer apenas amar, e a natureza reverencia o amor. Olhar o sol, a vida, estrelas é o amor que conheço. Quando o amor for um ser, é a vida inseparável de si. O ser se separa de mim sem separação. É com as mãos que morri. O fim e a morte se tornaram uma única palavra. Brilhar para mim como se eu fosse tua estrela. Vida para eu ser mãe da tristeza, irmã do céu. Sem tua presença. Vida, o fundo olhar derreteria os meus olhos na tua fé, que a dor é apenas se afastar. A dor de ter nascido é esse passado mais real do que o fim e a morte: é o amor de Deus. Respira vida, não faz nada. Já fez tudo e estarei sempre a lutar por viver, como se eu soubesse da esperança que sinto na paz de mãos imóveis. Se tremem, se consolam, esquecem de mim no nascer, onde o fruto das mãos é a migalha do corpo no azul do céu.
