Nada há de destruir o espírito, como foi destruído o ser pela alma, sem nenhum pensar em mim, nem mesmo que destrua o indestrutível de mim, nada pode faltar na destruição, nada ama o que foi destruído. Para uns, a vida é insólita, e o saudável é morrer sem a descarga emotiva da vida. Talvez, a alma saiba mais da vida que o meu ser! Eu dei meu amor à alma morta, mas, antes de a alma morrer, já não existia alma no meu ser, mesmo ela viva, latente em mim. A morte é mais vida do que a vida. O que passou passou, jamais será um sentir de vida, mesmo que aconteça agora, está desconectado com a vida. A vida parece ser o que não é. A alma sem a alma vive menos do que o ser. A essência é um pretexto para não viver, a vida torna o aspecto de ser banal e a essência inexistente, como se a vida pudesse ser essa existência. Sempre resta algo da vida para o ser não ser mais. Qual mundo é o que vivemos? Vivemos ou acabamos com a vida? A alma pode fazer de mim o que não sou?! Ou serei sempre apenas um ser sem alma? A distância de mim não me faz alma, onde preciso ser alma. Mas por que necessito ser alma? Necessito ser alma apenas para não ser eu?! O que é ser alma? É conduzir a realidade à falta de ser? Deixar a falta de ser cuidar de mim? Quem cuida da alma?! Renascer é alma que me modifica por dentro de mim, que também é dentro da alma. É melhor que seja o que a alma quiser, não o que a vida quiser. Que Deus somente queira me ver feliz, mesmo sem ser do lado dele. Não existe a morte para mim, se Deus é vida, amor! Que a chama do olhar não diminua a vida. A alma não deixa seu estado de espírito, que é sonhar, apenas para servir ao ser. Sendo a alma morta ou viva, ela me faz viver e me distanciar da poesia que era apenas um instante, a alma é eternidade. Para deixar a alma, não preciso deixar de ser. O ser não depende da alma, a poesia da alma é eterna no amor do ser!
Como o ser se torna minha essência?! |
