O ser é seu próprio. O esquecer é a imortalidade do meu ser. A alma existe apenas no esquecer do outro em mim. O esquecer é a plenitude. Estou mais perto de Deus no esquecimento. Construir o nada é o fim do esquecer.
Esquecer |
EsquecerO ser é seu próprio. O esquecer é a imortalidade do meu ser. A alma existe apenas no esquecer do outro em mim. O esquecer é a plenitude. Estou mais perto de Deus no esquecimento. Construir o nada é o fim do esquecer. |
O sonho da eternidadeA alegria amanhece antes do amanhecer para me deixar só, sem a solidão da alma. Morrer é o sonho da eternidade. O ser não necessita morrer, a eternidade sim. |
A leveza é pesadaNão sou enganada na morte, sou enganada na vida. A vida é sem lembranças. O pensar inexistente é a lembrança de um adeus. A essência é um adeus infinito. O adeus se dá sem alma. Viveria a alma se ela fosse um adeus. O sonho é um adeus de alma, que diferencia o nada do ser. Não há diferença entre um ser, vários seres e nós. O encontrar da vida é a perda do nada no nada, não no ser. Ser é o fim da vida. O nada das estrelas se tornam céu. Um ser de céu é um ser corpóreo. Não há compreensão de céu. Compreender é não ter o céu dentro de mim. Deixo o céu para o céu. |
SuposiçõesA desesperança sustenta a esperança. A alma era esperança de alma: agora é esperança do nada. |
A existência não é ruim para a morteA existência prolonga a morte, torna a morte o que ela é. A ausência de mim é o nada em Deus. |
ProximidadePela falta, a falta de estar com o outro é a alma, me une a mim. Não há motivo para eu ter razão, a proximidade é minha razão. O ser é a impossibilidade de si na possibilidade de outro alguém, na minha impossibilidade: me torno um ser no outro. Querer não é pensar, é ter um objetivo sem nenhum pensar. O pensar existe apenas na ilusão. Sonhar é o nada artificial. Superficial como o respirar. Não existe sonho para o ser, esse é o alimento da alma: a falta de sonhos. Sonhos são mortes. O mundo é falta de luz, onde meus olhos veem apenas o céu. |
LucidezA lucidez de amar determina a morte. O céu é o corpo. O pensar cessa o céu. O céu da alma é o fim, o céu do ser é o infinito. O fim do teu olhar é o meu infinito. O infinito não pode ser o céu. |
Imprescindível (essencial)O nada me faz viver. Ficar sem o nada é morrer. A calma de morrer é não transcender. Deixá-lo sem morte é essencial: como o ar que respiro. Eu não tenho interior, quero apenas sentir o vazio da alma como morte. Nem para morrer como falta do interior eu sirvo. O interior me devolve ao nada. |
O olhar da vidaO tocante de morrer é o olhar da vida dentro de mim. A segurança de morrer: é um suspiro no olhar. A insegurança não tem um olhar. O olhar cessa o céu. De céu vou viver. A vida é justa na inexistência da alegria em Deus. O olhar demora a acontecer no que vê. O olhar no corpo é morrer. Não existe o olhar no corpo, e sim na vida. O tempo não faz morrer. O medo de morrer não é morrer. Morrer é um pedaço do céu que não existe no céu: existe em mim. Esconder o amor é libertar o nada. |
Ouvir o realOuvir o real é ouvir Deus. A fé não precisa iluminar a alma basta ouvir o real. O nocivo vai além da vida, além da vida, além de Deus. O real é tornar o ruim inferior a Deus. O continuar é sem vida, é não escutar o real. Escutar o irreal, o transcendente, apenas Deus escuta. Deus é irreal em si. Escutar é a vida do nada: tem apenas beleza. O silêncio não me escuta me fazendo viver. Se eu tivesse a bondade da vida seria feliz? A alegria não existe só. Eu fui só em ser feliz. Ser feliz é me conhecer para ser o conhecimento da vida. Nada interessa a vida. Acompanhar a morte no seu amor é impossível. Deixa-me entrar na sua morte, conhecer o que quer que seja. Que não seja amor, não suportaria tanta alegria. |