Fazer do silêncio um ser. Cumplicidade em morrer. O que desaba na morte é sua alma longe de mim. Me sinto como a alma da morte: o meu alheamento. Não posso com a vida. Ela me domina. Arder a alma no sofrer de Deus. Escrever e ser se separam na morte. A alma une poesia e amor. Eu levito de alma. Cabelo em flores no alvoroço do vento. Tempestade úmida de amor. Rios são colares de diamantes detrás do véu do mar. Quem vê o mar não precisa do real, ser real. O céu, numa paralisia emocional, desmonta o amor, mas o amor não é apenas céu. Amor, palavra única, rara, como me abraçar de vida. O eu, sei do meu começo, meio e fim. É a minha eternidade.
