O fim é a totalidade, uma vida que vivi em mim. Vivendo, não penso no fim. O ser parece o fim. O ser é vida interna. Internar-me na morte é necessitar, isolando o sol do céu, o mar da terra, eu de mim. Necessitar faz meu corpo florescer e me desatar como ternura da alma. A generosidade é eternidade. Ajudar o céu a ter mais estrelas. O sentimento é como reviver a vida, o céu arder de emoção. Preferir servir que ser. Dar amor é renúncia de Deus? O torpor, única alegria só. A alegria solitária é erguer rochas de amor, onde existia apenas vazio.
