Blog da Liz de Sá Cavalcante

Amor invisível

Unir o igual como o igual é possível, é amor. Todos sabem que existe, mesmo se fosse invisível. O céu anula o dia, a noite. Fica o tempo na firmeza de tentar existir. Tudo se dá ao invisível para o invisível: solidão. Como irrealizar a morte? A morte e o aleatório é comum, é vida. Vidas, almas fortes, desassossegam a alma? Distância, às vezes, está tão perto. Por isso, todos estão comigo. O amor é visível na alma. Tudo é construído na destruição. Unir constrói o sempre numa fala que não fala, mas marca, de alguma maneira, que estou viva. Amo mesmo em silêncio. Que eu seja o que existe mesmo triste e feliz de alma. Único sol, única vida e eu a amar a eternidade.